sábado, 17 de setembro de 2011
Hugh's Fish Fight
Tudo começou em Setembro de 2010, quando o jornalista britânico Hugh Fearnley-Whittingstall embarcou na traineira Seagull. Quatro meses depois, o canal Channel 4 transmitiu o documentário intitulado Hugh's Fish Fight, onde foi relatada a experiência de Hugh junto de pescadores, ambientalistas, políticos, directores de cadeias de supermercados e consumidores, revelando uma realidade alarmante:
actualmente, cerca de metade dos peixes pescados no Mar do Norte são deitados de novo ao mar, mortos. Tudo devido às directivas da União Europeia.
O sistema de quotas da UE
Destinada a proteger o stock de peixe nas águas europeias, o sistema de quotas (integrado na Política Comum das Pescas da UE) exige que os pescadores só possam trazer para terra uma quantidade específica de cada espécie. No caso de ultrapassarem essa quota, serão multados ou arriscam-se a perder os seus barcos.
O problema é que os pescadores não conseguem controlar as espécies que apanham, vendo-se obrigados a deitar fora aquelas que não estão autorizados a trazer para terra. Muitas toneladas de peixe, já morto, são devolvidas ao mar - os chamados discards, ou despejos.
Porque os despejos não são monitorizados, é difícil saber ao certo a quantidade de peixe descartado. A União Europeia estima que são descartados 40 a 60% do total do pescado, no Mar do Norte - situado entre as costas da Noruega e da Dinamarca ao leste, a costa da Grã-Bretanha ao oeste e a Alemanha, Países Baixos, Bélgica e França ao sul.
Convém pensar não só no impacto ambiental este problema provoca, mas também nas milhares de pessoas que morrem à fome diariamente, noutros pontos do planeta.
A conclusão é simples: o sistema de quotas de pesca, tal como está definido actualmente, não é sustentável.
A campanha
Actualmente, a Política Comum das Pescas está a ser alvo de reformas, que entrarão em vigor em 2012. Cientistas e grupos ambientalistas têm contribuído com várias sugestões, para que a política possa funcionar no sentido da protecção das espécies.
É aqui que surge a Hugh's Fish Fight: uma campanha que tem como objectivo assegurar as alterações necessárias à PCP.
A resposta do público foi impressionante: mais de 700 mil pessoas já assinaram a petição e muitas Organizações Não Governamentais, bem como nomes conhecidos do mundo das Artes e do Espectáculo, associaram-se à campanha.
A Hugh's Fish Fight já surtiu alguns resultados, conseguidos graças à pressão que tem vindo a exercer:
- o governo britânico decidiu financiar um estudo de impacto, face a uma possível lei de proibição de despejos;
- em Julho, a Comissão Europeia publicou as suas propostas para a nova Política Comum das Pescas, onde se encontram recomendações para uma proibição dos despejos.
Mas nada está garantido. Faltam ainda nove meses para que a nova lei seja aprovada e Hugh viajou até Bruxelas para iniciar uma nova fase da campanha: agora, estendendo-se a vários países da União Europeia. A pressão que daqui for gerada, por toda a Europa, pode fazer toda a diferença.
O Econsciência junta-se à Hugh's Fish Fight e pega nas palavras do seu autor:
Juntos, podemos parar esta carnificina ridícula.
Assine a petição e junte-se à campanha em FishFight.net
Fonte: FishFight.net
O nosso agradecimento à Ondina Pires.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Medicamentos e detergentes eliminados no esgoto alteram a reprodução dos peixes
Os medicamentos e outros químicos utilizados em casa, como os detergentes, afectam a reprodução e desova dos peixes, mesmo quando estão na água em baixas concentrações.
Quando são despejados nas sanitas e ralos dos lavatórios, os compostos químicos têm como destino final os cursos de água, uma vez é difícil removê-los durante a fase de tratamento das águas residuais.
Melissa Schultz, química do College of Wooster, em Ohio, refere que «é fácil verificar se um peixe sofre alterações anatómicas (…) no entanto, determinar os efeitos no acasalamento requer um trabalho mais meticuloso».
Um estudo realizado por Dalma Martinovi, toxicologista ambiental da Universidade de St. Thomas, no Minnesota, verificou distúrbios comportamentais no peixe-zebra (Danio rerio), num tanque que continha 50 microgramas por litro de ibuprofeno (anti-inflamatório).
Nos humanos, o ibuprofeno inibe a produção de prostaglandinas, envolvidas no processo inflamatório. Nos peixes, estas substâncias actuam como feromonas. Na presença do medicamento, a sua produção é inibida, o que provoca a alteração do seu comportamento sexual.
Apesar de não existirem alterações anatómicas ou fisiológicas visíveis nos peixes, pode-se verificar mudanças de comportamento uma vez que ocorrem com concentrações mais baixas destes químicos. Estas alterações na reprodução podem afectar a prosperidade dos peixes.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Contra os transgénicos na União Europeia
1 milhão de europeus já assinaram a petição internacional da Avaaz contra a produção de alimentos transgénicos na União Europeia - medida recentemente aprovada pela Comissão Europeia.
Contudo, Portugal ainda não atingiu a quota mínima.
Apelamos todos os nossos leitores a assinar a petição, que tem como objectivo travar esta medida e exigir a criação de uma equipa de investigação, de natureza independente, que tome parte activa na regulamentação dos transgénicos no espaço europeu.
Tome parte activa nesta decisão e assine aqui.
Alguns artigos que pode consultar:
Fury as EU approves GM potato, The Independent
France blasts GM crop approvals by EU agency, Reuters
GMOs Causing Massive Pesticide Pollution, The Huffington Post
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Política vs realidade. Sem comentários.
O Governo húngaro declarou hoje, em conferência de imprensa, que «é melhor nem sequer considerar a poluição que chegou ao Danúbio como uma verdadeira poluição, tendo em conta que os níveis de pH estão abaixo dos 9 o que, considerando (o grande) volume de água, vai ainda diluir-se mais depois de alguns quilómetros». O ministro do Interior acrescentou mesmo que o desastre «não terá dimensão para causar danos biológicos ou ambientais.» (!)
Do outro lado dos acontecimentos, a Greenpeace recolheu amostras das lamas, perto do reservatório que rebentou, e enviou-as para dois laboratórios privados para análise.
A organização alertou hoje para os efeitos duradouros deste derrame, que «contém uma mistura altamente tóxica de metais pesados». «Devemos partir do princípio que quatro mil hectares de solos estejam agora inutilizados para a agricultura», disse Herwig Schuster, químico da Greenpeace. «Achamos estranho que as autoridades húngaras não tenham informado as vítimas para os perigos das substâncias contidas nas lamas», acrescentou.
Segundo a organização ambientalista, as autoridades húngaras omitiram os valores relativos ao crómio e arsénio. De acordo com as análises, os níveis de arsénio são 2 vezes superiores ao normal. O mercúrio também está em excesso, podendo ser absorvido pelos peixes.
«Esta poluição coloca um risco a longo prazo para os lençóis freáticos e para o ecossistema», alertou a Greenpeace. Toda a vida no rio Marcal, um afluente do rio Danúbio, morreu por causa do derrame e há relatos de peixes mortos nos rios Raba e Mosoni-Danúbio, outros dois afluentes.
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Quando é que paramos?
Na cidade de Ajka, uma barragem com lamas industriais de uma unidade de refinação de alumínio rebentou. Até agora, as lamas tóxicas já cobrem uma área entre os 800 e os mil hectares, tendo invadido o rio Daníbuo. O país decretou estado de emergência.
Como se não bastasse, surge hoje a notícia de que um navio-tanque com 6 mil toneladas de solventes químicos colidiu com um cargueiro, no Canal da Mancha. Existe uma forte possibilidade da carga do navio verter para o mar e converter este acidente em nova catástrofe.
Abril de 2010: imagem de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) sobre o Golfo do México. A mancha de petróleo é bem visível, em baixo à direita.
7 de Outubro de 2010: lamas tóxicas invadem o Danúbio, 3 dias depois do colapso da barragem.
8 de Outubro de 2010: colisão entre navio-tanque e cargueiro, no Canal da Mancha.
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Uma em cada cinco espécies de plantas no Planeta em ameaça de extinção
Procuramos as boas notícias, mas não é fácil.
A que foi divulgada ontem (29 de Setembro) é grave: um quinto das plantas do planeta encontra-se em ameaça de extinção, estando a maioria concentrada nas regiões tropicais.
Esta foi a conclusão de um estudo realizado por investigadores dos Kew Gardens (do Museu de História Natural de Londres) e da UICN (União Mundial de Conservação da Natureza), que observaram uma amostra de 7000 espécies dos principais grupos de plantas, representativas das 380 mil que são conhecidas actualmente.
“O estudo confirma aquilo que já suspeitávamos, ou seja, que as plantas estão ameaçadas e que a principal causa é a perda de habitat induzida pelo ser humano”, comentou Stephen Hopper, director dos Kew Gardens.
O relatório aponta algumas das principais causas:
- a conversão de habitats em solos agrícolas e para pastagens;
- as plantações de óleo de palma no Sudeste asiático (estando a causar um “efeito devastador nas florestas tropicais nativas”);
- a infestação do fungo Phytophthora cinnamomi na Austrália, que causa o apodrecimento das raízes e está a provocar o colapso de ecossistemas inteiros
- o desenvolvimento urbano.
Este estudo será revisto periodicamente, para “monitorizar o destino das plantas” e mostrar onde e que tipo de acção é necessária.
O relatório será levado à Cimeira da ONU dedicada à Biodiversidade, em meados de Outubro em Nagoya, Japão.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Recursos do Planeta para 2010: ESGOTADOS
No passado Sábado, dia 21 de Agosto, os habitantes da Terra esgotaram os recursos naturais que esta tem para oferecer anualmente.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Cosmética e tóxicos associados...
Filme muito interessante realizado pela Safe Cosmetics que explica a génese dos cosméticos tal como os conhecemos hoje, alertando para todos os elementos tóxicos que os compõem e os quais desconhecemos. Vale mesmo a pena é muito informativo e formas de fazer lobby para a mudança.
Read more...terça-feira, 13 de julho de 2010
Mais um bloco de gelo a desprender-se...
Um bloco de gelo de 7km2, equivalente à ilha de Manhattan (ou mais de 3 vezes o tamanho do Mónaco), desprendeu-se do glaciar Jakobshavn Isbrae, na Gronelândia. Bastaram dois dias para que tal acontecesse.
No dia 6 de Julho abriram-se as primeiras fissuras e no dia seguinte, pela manhã, o bloco de gelo desprendeu-se totalmente, recuando a linha do glaciar em 1,5km. Na última década, este glaciar já recuou 10km.
Imagens e informação aqui.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Gaza: cada um de nós pode reagir
O mundo está em choque com o que aconteceu esta
2ª feira.
Uma frota de barcos com ajuda humanitária tentava chegar à Faixa de Gaza e foi atacada pelo exército Israelita.
A frota transportava 10 mil toneladas de ajuda (materiais de construção, cadeiras de roda, casas pré-fabricadas e purificadores de água) e 700 pessoas de vários países, incluindo Maired Corrigan Maguire, vencedora do Nobel da Paz, e Hedy Epstein, de 85 anos e sobrevivente do Holocausto.
Pelo menos 19 pessoas morreram neste ataque.
Está em decurso uma petição internacional, organizada pela Avaaz, para exigir uma investigação independente sobre o ataque, bem como a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio a Gaza.
A petição será entregue às Nações Unidas e aos líderes mundiais, assim que forem alcançadas 200 mil assinaturas.
«Uma petição massiva num momento de crise como este pode demonstrar aos que estão no poder que declarações e notas à imprensa não são suficientes – que os cidadãos estão a prestar atenção e demandam acções concretas.
Enquanto a União Europeia decide se irá expandir suas relações comerciais com Israel, Obama e o Congresso Americano definem o orçamento para ajuda militar a Israel para o ano que vem e vizinhos como a Turquia e o Egipto decidem os seus próximos passos diplomáticos, vamos fazer com que a voz do mundo não seja ignorada: é tempo de verdade e de responsabilizar os culpados pelos ataques aos navios; é tempo de Israel respeitar o direito internacional e acabar com o bloqueio a Gaza.
Assine agora e passe a mensagem.»
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Austrália e Japão: um incidente diplomático
Na passada 6ª feira, a comunidade internacional acordou com a notícia de um (muito interessante) incidente diplomático: a Austrália anunciou que vai levar o Japão ao Tribunal Internacional de Justiça.
Na origem desta decisão está a caça à baleia, prática levada a cabo sistematicamente pelo Japão e cuja suspensão tinha já sido pedida, por várias vezes, pelo governo australiano.
O Japão caça anualmente centenas de baleias em nome da investigação científica - uma excepção prevista na moratória da Comissão Baleeira Internacional (CBI) à caça comercial, em vigor desde 1986.
Segundo dados divulgados pelo Público, as embarcações japonesas, em 2008/2009, mataram 1003 baleias - o que representa um total, no mínimo chocante, de 52% das 1929 baleias caçadas em todo o mundo. O número para a época de caça de 2009/2010 é de 850 baleias-anãs e 50 baleias-comuns.
Em reacção à decisão da Austrália, o ministro japonês das Pescas Hirotaka Akamatsu afirmou que a mesma é “muito decepcionante" e "lamentável", sublinhando que "a pesca científica é um programa aprovado" pela CBI.
A Austrália e a Nova Zelândia anunciaram em Janeiro uma expedição para demonstrar que é possível estudar baleias sem as matar.
O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Hidenobu Sobashima, referiu que quer resolver esta disputa com a Austrália de forma diplomática, mas acrescentou que se a Austrália for mesmo para a frente com o processo no Tribunal Internacional de Justiça, o Japão está preparado para responder.
O ministro do ambiente australiano, Peter Garrett, anunciou que a Austrália vai entregar os documentos do processo no Tribunal de Haia no início desta semana, depois de ter ameaçado fazê-lo há já vários meses.
Este é mais um dos exemplos que confirmam a profunda (e, pior que tudo, perigosa) estupidez humana: se a ciência justifica a degradação do Ecossistema, para que servirá então?
Fonte: Ecosfera (Público)
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Aves migratórias em perigo
As aves migratórias são tidas pela comunidade científica como importantes indicadores da biodiversidade mundial.
Mais ainda, os habitats e ecossistemas saudáveis de que dependem são «importantes indicadores que permitem determinar se a comunidade internacional está verdadeiramente a tentar corrigir o declínio e erosão do património natural do planeta», segundo Achim Steiner, Director Executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).
Pois será à comunidade internacional que o alerta lançado pelo PNUA se dirige, por ocasião do Dia Mundial das Aves Migratórias: o número de aves migratórias está a diminuir significativamente em todo o planeta, devido à perda de habitats.
Esta diminuição, causada pelas mudanças ambientais, está a afectar as populações de aves aquáticas e aves canoras que percorrem itinerários entre a África e a Eurásia, segundo comunicado da ONU, citado pelo jornal Público.
Por seu turno, as aves das florestas boreais do Hemisfério Norte que migram do Norte do Canadá para a América do Sul têm sofrido «uma diminuição acentuada, porque estas aves estão a perder os locais de nidificação nas florestas».
O Dia Mundial das Aves Migratórias será assinalado no fim-de-semana de 8 e 9 de Maio, com iniciativas por todo mundo destinadas a alertar a comunidade internacional para a crescente ameaça a que estão sujeitas as aves migratórias e a biodiversidade mundial.
Fonte: Ecosfera (Público)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Os dez maiores emissores de CO2 do mundo
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Petição contra a fome
1 bilião de pessoas vive em fome crónica.
A cada 6 segundos, uma criança morre de fome.
Neste momento, cerca de 60 chefes de estados reúnem-se em Roma, numa cimeira.
Faça parte do processo.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O Fundo da Linha
Desde o dia 16 de Outubro que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta.
Já em Novembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar a questão da pesca de profundidade em águas internacionais, decidindo os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.
Como forma de alertar para a destruição causada por este tipo de pesca, o Econsciência junta-se à Greenpeace e divulga o vídeo O Fundo da Linha . Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.
Fonte: Greenpeace
Read more...quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dia Mundial do Vegetarianismo / Consumo de carne: os números insustentáveis
Dia 1 de Outubro é Dia Mundial do Vegetariansimo.
Criado em 1977 pela Sociedade Vegetariana Norte Americana, este dia tem como objectivo celebrar o vegetarianismo não apenas enquanto hábito alimentar, mas sobretudo como estilo de vida que promove a saúde e a sustentabilidade.
Consumo de carne: os números insustentáveis
São muitas as razões que podem ser enumeradas para a prática do vegetarianismo. O Econsciência opta por enumerar alguns factos associados ao consumo da carne - um hábito cada vez mais insustentável, cujas repercussões são ainda ignoradas por muitos. Pense nisto, antes de consumir carne:
- De acordo com o Conselho Mundial da Água, são necessários 500 litros de água para produzir 1 kg de batatas, 1 000 litros para produzir 1 kg de trigo, 2 700 litros para produzir 1 kg de ovos e 13 500 litros para produzir 1 kg de carne de vaca.
- Comer carne de porco implica uma dose de cereal 5 vezes superior até se obter a quantidade equivalente de calorias, comparada com a simples ingestão do próprio cereal.
- São necessárias 3,3 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de proteína vegetal a partir de cereal, 4,1 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de carne de frango, 50 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de carne de borrego e 54 kcal de petróleo para produzir 1 kcal de carne de vaca.
- Um boi destinado ao abate necessita de 3 a 4 hectares de terra e produz em média 210 quilos de carne, num período de 4 a 5 anos. Neste mesmo período de tempo, numa extensão de terra equivalente, colhe-se, em média, 19 toneladas de arroz ou 34 de milho ou ainda 32 toneladas de soja.

- Por ano, estima-se que 1,72 milhões de hectares de floresta da Amazónia sejam abatidos pelo sector da pecuária, segundo números da Greenpeace. Segundo dados do Banco Mundial e do Governo brasileiro, 80 por cento das terras desflorestadas na região da Amazónia estão ocupadas por explorações de gado.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Agência Internacional de Energia alerta para crise energética "catastrófica"
A Agência Internacional de Energia alerta que o mundo está a caminhar para uma catástrofe energética, já que a maioria dos campos petrolíferos atingiu a capacidade máxima de produção.
O economista-chefe da organização, Fatih Birol, diz mesmo que com a retoma da economia mundial e consequente subida da procura até 2030, o mundo vai precisar de uma produção equivalente a seis Arábias Sauditas.
Após avaliar a situação de 800 campos de petróleo, correspondentes a ¾ da produção mundial, esta agência concluiu que a taxa de declínio da produção duplicou em apenas dois anos, estando a registar agora uma perda de 6,7% ao ano, contra os 3,7% de 2007.
A produção na maioria dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terá já atingido o seu máximo, pelo que dá por concluída a época do petróleo barato.
Birol adiantou que não está a ver a preocupação dos governos em relação às dificuldades que terão de passar no fornecimento de petróleo. Por este motivo, o economista entende que se tem rapidamente de abandonar o petróleo.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Petição em defesa da Reserva Agrícola Nacional
A Quercus, em conjunto com um grupo de cidadãos, lançou uma petição em defesa da Reserva Agrícola Nacional (RAN).
sábado, 18 de julho de 2009
Abelha: um elemento-chave em perigo
O sinal de alarme surgiu em 2007: as abelhas estão a desaparecer. As estatísticas indicam que nos EUA, a segunda maior potência da apicultura logo a seguir à China,
mais de 60% das populações de abelhas desapareceram, nos últimos 40 anos. Na Europa, os números são igualmente alarmantes, em países como Itália, Bélgica, Alemanha, Espanha, Grécia, Suíça, Polónia e Croácia.
A causa directa deste flagelo é ainda desconhecida, mas vários factores têm sido apontados como sendo co-responsáveis: o aparecimento de uma nova doença, a varroose (considerada a “sida das abelhas”, sendo provocada por um ácaro, a varroa, que enfraquece o sistema imunitário do insecto); o envenenamento por pesticidas, usados indiscriminadamente; a sobreprodução; e os efeitos da poluição.
Algumas medidas começam a ser tomadas, para combater este desastre ambiental: nos EUA, o Congresso aprovou um plano de emergência semelhante ao aplicado em tempo de guerra ou crise económica; em França foi proibido o uso do pesticida Fipronil; em Espanha, uma equipa de universitários de Córdoba desenvolveu um processo de inseminação de abelhas-rainha, dando origem a abelhas fortificadas e mais resistentes aos ácaros.
O impacto do desaparecimento das abelhas no nosso ecossistema seria avassalador, já que este é o insecto polinizador por excelência, dele estando dependente uma vasta cadeia de espécies vegetais e animais, incluindo o ser humano. Como disse Einstein, "quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem terá apenas quatro anos de vida."