terça-feira, 12 de outubro de 2010

Contra os transgénicos na União Europeia

1 milhão de europeus já assinaram a petição internacional da Avaaz contra a produção de alimentos transgénicos na União Europeia - medida recentemente aprovada pela Comissão Europeia.

Contudo, Portugal ainda não atingiu a quota mínima.

Apelamos todos os nossos leitores a assinar a petição, que tem como objectivo travar esta medida e exigir a criação de uma equipa de investigação, de natureza independente, que tome parte activa na regulamentação dos transgénicos no espaço europeu.

Tome parte activa nesta decisão e assine aqui.

Alguns artigos que pode consultar:
Fury as EU approves GM potato, The Independent
France blasts GM crop approvals by EU agency, Reuters
GMOs Causing Massive Pesticide Pollution, The Huffington Post

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Política vs realidade. Sem comentários.

O Governo húngaro declarou hoje, em conferência de imprensa, que «é melhor nem sequer considerar a poluição que chegou ao Danúbio como uma verdadeira poluição, tendo em conta que os níveis de pH estão abaixo dos 9 o que, considerando (o grande) volume de água, vai ainda diluir-se mais depois de alguns quilómetros». O ministro do Interior acrescentou mesmo que o desastre «não terá dimensão para causar danos biológicos ou ambientais.» (!)

Do outro lado dos acontecimentos, a Greenpeace recolheu amostras das lamas, perto do reservatório que rebentou, e enviou-as para dois laboratórios privados para análise.

A organização alertou hoje para os efeitos duradouros deste derrame, que «contém uma mistura altamente tóxica de metais pesados». «Devemos partir do princípio que quatro mil hectares de solos estejam agora inutilizados para a agricultura», disse Herwig Schuster, químico da Greenpeace. «Achamos estranho que as autoridades húngaras não tenham informado as vítimas para os perigos das substâncias contidas nas lamas», acrescentou.

Segundo a organização ambientalista, as autoridades húngaras omitiram os valores relativos ao crómio e arsénio. De acordo com as análises, os níveis de arsénio são 2 vezes superiores ao normal. O mercúrio também está em excesso, podendo ser absorvido pelos peixes.

«Esta poluição coloca um risco a longo prazo para os lençóis freáticos e para o ecossistema», alertou a Greenpeace. Toda a vida no rio Marcal, um afluente do rio Danúbio, morreu por causa do derrame e há relatos de peixes mortos nos rios Raba e Mosoni-Danúbio, outros dois afluentes.

Herwig Schuster alertou ainda para os riscos da poluição do ar, quando a lama secar. «No imediato, as substâncias estão retidas na lama e existem poucas possibilidades de serem libertadas para o ar. O risco vai aumentar com o regresso do bom tempo», preveniu.


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Quando é que paramos?

Em apenas 6 meses, duas catástrofes ambientais. Depois do Golfo do México (o maior desastre ambiental de sempre, do qual serão precisas décadas para recuperar), agora a Hungria.

Na cidade de Ajka, uma barragem com lamas industriais de uma unidade de refinação de alumínio rebentou. Até agora, as lamas tóxicas já cobrem uma área entre os 800 e os mil hectares, tendo invadido o rio Daníbuo. O país decretou estado de emergência.

Como se não bastasse, surge hoje a notícia de que um navio-tanque com 6 mil toneladas de solventes químicos colidiu com um cargueiro, no Canal da Mancha. Existe uma forte possibilidade da carga do navio verter para o mar e converter este acidente em nova catástrofe.
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Quando é que paramos?

Abril de 2010: imagem de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) sobre o Golfo do México. A mancha de petróleo é bem visível, em baixo à direita.


7 de Outubro de 2010: lamas tóxicas invadem o Danúbio, 3 dias depois do colapso da barragem.

8 de Outubro de 2010: colisão entre navio-tanque e cargueiro, no Canal da Mancha.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Uma em cada cinco espécies de plantas no Planeta em ameaça de extinção

Procuramos as boas notícias, mas não é fácil.

A que foi divulgada ontem (29 de Setembro) é grave: um quinto das plantas do planeta encontra-se em ameaça de extinção, estando a maioria concentrada nas regiões tropicais.

Esta foi a conclusão de um estudo realizado por investigadores dos Kew Gardens (do Museu de História Natural de Londres) e da UICN (União Mundial de Conservação da Natureza), que observaram uma amostra de 7000 espécies dos principais grupos de plantas, representativas das 380 mil que são conhecidas actualmente.

“O estudo confirma aquilo que já suspeitávamos, ou seja, que as plantas estão ameaçadas e que a principal causa é a perda de habitat induzida pelo ser humano”, comentou Stephen Hopper, director dos Kew Gardens.

O relatório aponta algumas das principais causas:

- a conversão de habitats em solos agrícolas e para pastagens;
- as plantações de óleo de palma no Sudeste asiático (estando a causar um “efeito devastador nas florestas tropicais nativas”);
- a infestação do fungo Phytophthora cinnamomi na Austrália, que causa o apodrecimento das raízes e está a provocar o colapso de ecossistemas inteiros
- o desenvolvimento urbano.

Este estudo será revisto periodicamente, para “monitorizar o destino das plantas” e mostrar onde e que tipo de acção é necessária.

O relatório será levado à Cimeira da ONU dedicada à Biodiversidade, em meados de Outubro em Nagoya, Japão.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Portugal: produção de energia a partir de fontes renováveis aumenta 90%

Mais uma notícia que demonstra como Portugal está na linha da frente.

Dados divulgados recentemente pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) concluem que, no 1º semestre de 2010, a produção total de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis aumentou 90%, face ao mesmo período de 2009 (dados referentes a Portugal Continental).

O relatório, publicado a 18 de Agosto, refere que «para este crescimento continua a contribuir fortemente o comportamento da sua componente hídrica», que registou, por si só, um aumento de produção na ordem dos 128%, no período em questão. A produção eólica, por sua vez, cresceu 49%, relativamente a igual período de 2009.

Os maiores índices de produção estão concentrados no Norte do país, nomeadamente nos distritos de Viana do Castelo, Bragança, Viseu, Coimbra, Vila Real, Castelo Branco e Braga.

De acordo com um relatório da Eurostat, Portugal é o 5º país da União Europeia com maior produção de energia a partir de fontes renováveis.

O ranking é liderado pela Suécia (onde 44,4% da energia eléctrica é produzida através de fontes renováveis), seguido da Finlândia (30,5%), Letónia (29,9%), Áustria (28,5%), Portugal (23,2%), Roménia (20,4%), Estónia (19,1%), Dinamarca (18,8%), Lituânia (15,3%) e Eslovénia (15,1%).

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Recursos do Planeta para 2010: ESGOTADOS

No passado Sábado, dia 21 de Agosto, os habitantes da Terra esgotaram os recursos naturais que esta tem para oferecer anualmente.

A anúncio foi feito pela Global Footprint Network, organização não-governamental norte-americana que, todos os anos, calcula o volume de recursos naturais que o Planeta gera (biocapacidade) e compara-os com a procura humana, no que respeita ao consumo desses mesmos recursos e às emissões de CO2.

Em 2009, o "orçamento ecológico" foi esgotado a 25 de Setembro. Contudo, segundo Mathis Wackernagel, presidente da GFN, o desempenho deste ano não significa que o consumo tenha aumentado. «Este ano, analisámos todos os nossos dados e percebemos que, até agora, tínhamos sobreavaliado a produtividade das florestas e das pastagens. Por outras palavras, exagerámos a capacidade de que a Terra tem para regenerar e absorver o nosso excesso.»

A partir do dia 21, os humanos passaram a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano. À data de publicação deste post, foram já consumidos 101% dos nossos recursos naturais. E temos ainda mais 4 meses pela frente...

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

O que aprendemos desde 1992?

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Com apenas 12 anos de idade, Severn Cullis-Suzuki (uma menina canadiana) angariou dinheiro para ir ao Earth Summit no Rio de Janeiro e falar para os delegados das Nações Unidas. A sua maturidade e preocupação com o ambiente são extraordinárias. Passaram-se 18 anos e eu pergunto-me o que aprendemos nós? Vale a pena ver, para sentir inspiração ou sentir vergonha por não sermos tão determinados como aquela menina que hoje tem 31 anos e que continua a ser uma activista pelo ambiente.

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