quarta-feira, 2 de junho de 2010

Gaza: cada um de nós pode reagir

O mundo está em choque com o que aconteceu esta
2ª feira.

Uma frota de barcos com ajuda humanitária tentava chegar à Faixa de Gaza e foi atacada pelo exército Israelita.

A frota transportava 10 mil toneladas de ajuda (materiais de construção, cadeiras de roda, casas pré-fabricadas e purificadores de água) e 700 pessoas de vários países, incluindo Maired Corrigan Maguire, vencedora do Nobel da Paz, e Hedy Epstein, de 85 anos e sobrevivente do Holocausto.

Pelo menos 19 pessoas morreram neste ataque.

Está em decurso uma petição internacional, organizada pela Avaaz, para exigir uma investigação independente sobre o ataque, bem como a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio a Gaza.

A petição será entregue às Nações Unidas e aos líderes mundiais, assim que forem alcançadas 200 mil assinaturas.

«Uma petição massiva num momento de crise como este pode demonstrar aos que estão no poder que declarações e notas à imprensa não são suficientes – que os cidadãos estão a prestar atenção e demandam acções concretas.

Enquanto a União Europeia decide se irá expandir suas relações comerciais com Israel, Obama e o Congresso Americano definem o orçamento para ajuda militar a Israel para o ano que vem e vizinhos como a Turquia e o Egipto decidem os seus próximos passos diplomáticos, vamos fazer com que a voz do mundo não seja ignorada: é tempo de verdade e de responsabilizar os culpados pelos ataques aos navios; é tempo de Israel respeitar o direito internacional e acabar com o bloqueio a Gaza.

Assine agora e passe a mensagem.»

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Avaaz.org

Com a internet, o mundo mudou de paradigma: passámos de meros espectadores para actores. Temos agora a oportunidade de participar directamente no teatro global de acontecimentos - e que era anteriormente protagonizado pelos grandes poderes, Estado e Comunicação Social.

Agora, a partir das nossas casas, dos nossos postos de trabalho, de qualquer lugar onde estejamos, podemos intervir. E essa intervenção tem repercussões reais no que se passa no Mundo.

O site Avaaz.org «é uma rede de mobilização global, com uma simples missão democrática: acabar com a brecha entre o mundo que nós temos, e o mundo que queremos.»

A equipa da Avaaz é composta por um grupo de coordenadores de campanhas globais, sediados em vários países, bem como de conselheiros especialistas em assuntos de política internacional, que em conjunto identificam e desenvolvem as estratégias de campanha.

O trabalho baseia-se numa lista de emails, operada em 13 línguas. Cada pessoa inscrita recebe um alerta semanal, por email, para problemas globais urgentes.

«Em poucas horas podemos emitir centenas de milhares de mensagens aos líderes políticos num encontro internacional sobre o aquecimento global, organizar centenas de manifestações pelo mundo para impedir um genocídio, ou doar centenas de milhares de euros, dólares e ienes para apoiar protestos não violentos na Birmânia (Mianmar)».

Em apenas 3 anos, a rede cresceu para mais de 4,9 milhões de membros de cada nação do mundo e começa agora a ter um impacto real na política internacional.
A revista “The Economist” afirmou que o Avaaz tem o poder de criar “um chamado ensurdecedor para despertar os líderes mundiais", o “The Indian Express” anunciou as boas vindas “para a maior rede de mobilização online do mundo” e o vencedor do Prémio Nobel Al Gore afirmou que “a Avaaz é inspiradora e já começou a fazer a diferença.”

Junte-se à Avaaz aqui.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Austrália e Japão: um incidente diplomático

Na passada 6ª feira, a comunidade internacional acordou com a notícia de um (muito interessante) incidente diplomático: a Austrália anunciou que vai levar o Japão ao Tribunal Internacional de Justiça.

Na origem desta decisão está a caça à baleia, prática levada a cabo sistematicamente pelo Japão e cuja suspensão tinha já sido pedida, por várias vezes, pelo governo australiano.

O Japão caça anualmente centenas de baleias em nome da investigação científica - uma excepção prevista na moratória da Comissão Baleeira Internacional (CBI) à caça comercial, em vigor desde 1986.

Segundo dados divulgados pelo Público, as embarcações japonesas, em 2008/2009, mataram 1003 baleias - o que representa um total, no mínimo chocante, de 52% das 1929 baleias caçadas em todo o mundo. O número para a época de caça de 2009/2010 é de 850 baleias-anãs e 50 baleias-comuns.


Em reacção à decisão da Austrália, o ministro japonês das Pescas Hirotaka Akamatsu afirmou que a mesma é “muito decepcionante" e "lamentável", sublinhando que "a pesca científica é um programa aprovado" pela CBI.

A Austrália e a Nova Zelândia anunciaram em Janeiro uma expedição para demonstrar que é possível estudar baleias sem as matar.

O ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Hidenobu Sobashima, referiu que quer resolver esta disputa com a Austrália de forma diplomática, mas acrescentou que se a Austrália for mesmo para a frente com o processo no Tribunal Internacional de Justiça, o Japão está preparado para responder.

O ministro do ambiente australiano, Peter Garrett, anunciou que a Austrália vai entregar os documentos do processo no Tribunal de Haia no início desta semana, depois de ter ameaçado fazê-lo há já vários meses.

Este é mais um dos exemplos que confirmam a profunda (e, pior que tudo, perigosa) estupidez humana: se a ciência justifica a degradação do Ecossistema, para que servirá então?

Fonte: Ecosfera (Público)

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Brigada do Mar: um exemplo a seguir

Não esperaram que alguma entidade se lembrasse de fazê-lo: em 2009, um grupo de cidadãos arregaçou as mangas face ao problema da poluição nas praias e criou a Brigada do Mar.

Este ano, são cerca de 40 voluntários que até 23 de Maio irão percorrer 45km de costa, entre as praias de Tróia e Melides, no Concelho de Grândola. O objectivo é retirar os detritos do areal, que serão recolhidos pelas entidades responsáveis e devidamente seleccionadas para efeitos de reciclagem.

Ao longo dos últimos 10 dias de limpeza das praias da costa alentejana, foram já recolhidos electrodomésticos, uma botija de gás cheia, medicamentos e seringas, para além do lixo habitual.

Esta 2ª acção da Brigada do Mar na nossa frente atlântica tem como objectivo contribuir para a limpeza do areal, promovendo ao mesmo tempo a consciencialização para o nosso património natural. Engloba também demonstrações sócio-culturais, feiras de arte, tertúlias, debates e convívio, bem uma vertente de solidariedade.

O projecto conta com o apoio da Câmara Municipal de Grândola, responsável pelo transporte dos detritos recolhidos para os locais apropriados e pelo alojamento e alimentação dos voluntários.

O Econsciência aplaude a Brigada do Mar, que nos mostra como intervenções deste género podem depender apenas da nossa vontade.

Siga aqui a acção este grupo.

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Lidl é o mais responsável. Feira Nova e Pingo Doce, os mais irresponsáveis.

Fonte: Greenpeace Portugal

A Greenpeace Portugal acaba de publicar o 3º Ranking de Supermercados 2010 e os resultados parecem ser animadores, no que se refere às políticas de compra e venda de peixe, adoptadas pelos grandes retalhistas portugueses.

Segundo a organização ambientalista, «o conceito de sustentabilidade parece ter sido interiorizado pela maioria dos retalhistas em Portugal. A transparência do sector de retalho também tem vindo a melhorar, com cada vez mais informação veiculada ao público e três políticas de pescado responsável já publicadas.»

Nesta análise aos maiores retalhistas nacionais, o Lidl mantém-se líder, por ter dado passos concretos e seguros no sentido de excluir o pescado mais insustentável e favorecer as melhores práticas de pesca.


No fundo da lista está o grupo Jerónimo Martins (Pingo Doce, Feira Nova), «que se recusa a entrar em diálogo com a organização e a responder ao pedido de milhares de consumidores para que contribua efectivamente para a preservação da vida dos oceanos.»


Consulte o ranking e saiba mais sobre esta (tão importante) iniciativa no site da Greenpeace Portugal.

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Aves migratórias em perigo

As aves migratórias são tidas pela comunidade científica como importantes indicadores da biodiversidade mundial.

Mais ainda, os habitats e ecossistemas saudáveis de que dependem são «importantes indicadores que permitem determinar se a comunidade internacional está verdadeiramente a tentar corrigir o declínio e erosão do património natural do planeta», segundo Achim Steiner, Director Executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).

Pois será à comunidade internacional que o alerta lançado pelo PNUA se dirige, por ocasião do Dia Mundial das Aves Migratórias: o número de aves migratórias está a diminuir significativamente em todo o planeta, devido à perda de habitats.

Esta diminuição, causada pelas mudanças ambientais, está a afectar as populações de aves aquáticas e aves canoras que percorrem itinerários entre a África e a Eurásia, segundo comunicado da ONU, citado pelo jornal Público.

Por seu turno, as aves das florestas boreais do Hemisfério Norte que migram do Norte do Canadá para a América do Sul têm sofrido «uma diminuição acentuada, porque estas aves estão a perder os locais de nidificação nas florestas».

O Dia Mundial das Aves Migratórias será assinalado no fim-de-semana de 8 e 9 de Maio, com iniciativas por todo mundo destinadas a alertar a comunidade internacional para a crescente ameaça a que estão sujeitas as aves migratórias e a biodiversidade mundial.

Fonte: Ecosfera (Público)

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Uma pausa (forçada) no fluxo de poluição

200.000 toneladas de dióxido de carbono terão sido reduzidas, diariamente, devido ao cancelamento das ligações aéreas ditado pela erupção do vulcão na Islândia.

A estimativa é do serviço de informação económica Greenwise Business.

in Ecosfera (Público)

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