quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Medicamentos e detergentes eliminados no esgoto alteram a reprodução dos peixes
Os medicamentos e outros químicos utilizados em casa, como os detergentes, afectam a reprodução e desova dos peixes, mesmo quando estão na água em baixas concentrações.
Quando são despejados nas sanitas e ralos dos lavatórios, os compostos químicos têm como destino final os cursos de água, uma vez é difícil removê-los durante a fase de tratamento das águas residuais.
Melissa Schultz, química do College of Wooster, em Ohio, refere que «é fácil verificar se um peixe sofre alterações anatómicas (…) no entanto, determinar os efeitos no acasalamento requer um trabalho mais meticuloso».
Um estudo realizado por Dalma Martinovi, toxicologista ambiental da Universidade de St. Thomas, no Minnesota, verificou distúrbios comportamentais no peixe-zebra (Danio rerio), num tanque que continha 50 microgramas por litro de ibuprofeno (anti-inflamatório).
Nos humanos, o ibuprofeno inibe a produção de prostaglandinas, envolvidas no processo inflamatório. Nos peixes, estas substâncias actuam como feromonas. Na presença do medicamento, a sua produção é inibida, o que provoca a alteração do seu comportamento sexual.
Apesar de não existirem alterações anatómicas ou fisiológicas visíveis nos peixes, pode-se verificar mudanças de comportamento uma vez que ocorrem com concentrações mais baixas destes químicos. Estas alterações na reprodução podem afectar a prosperidade dos peixes.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Consciente Colectivo
Sair do chuveiro cinco minutinhos mais cedo do que o de costume pode parecer uma atitude pequena. Mas não é, se somarmos esses cinco minutinhos com os de amanhã, e os de depois de amanhã, e de depois de depois de amanhã... Depois de quatro meses você já economizou 10 mil litros de água. O suficiente para abastecer um camião pipa!
Esta e outras "curiosidades", tão fundamentais para a formação cívica das crianças - e de todos nós - fazem parte da nova campanha Consciente Coletivo, produzida pelo Canal Futura, no Brasil.
Destinada essencialmente para o público infantil, esta iniciativa é composta por pequenos episódios de 2 minutos, produzidos com um curioso processo de animação com papel, que visam ensinar «o que é e por que é tão importante adoptar o consumo consciente no nosso dia a dia».
As peças são transmitidas nos intervalos da programação do Canal Futura. E para além da série audiovisual, esta campanha de sensibilização prevê também uma acção pedagógica em 1000 instituições por todo o Brasil, que irão receber kits educativos para crianças e professores.
Uma aposta que o Econsciência aplaude!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Contra os transgénicos na União Europeia
1 milhão de europeus já assinaram a petição internacional da Avaaz contra a produção de alimentos transgénicos na União Europeia - medida recentemente aprovada pela Comissão Europeia.
Contudo, Portugal ainda não atingiu a quota mínima.
Apelamos todos os nossos leitores a assinar a petição, que tem como objectivo travar esta medida e exigir a criação de uma equipa de investigação, de natureza independente, que tome parte activa na regulamentação dos transgénicos no espaço europeu.
Tome parte activa nesta decisão e assine aqui.
Alguns artigos que pode consultar:
Fury as EU approves GM potato, The Independent
France blasts GM crop approvals by EU agency, Reuters
GMOs Causing Massive Pesticide Pollution, The Huffington Post
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Política vs realidade. Sem comentários.
O Governo húngaro declarou hoje, em conferência de imprensa, que «é melhor nem sequer considerar a poluição que chegou ao Danúbio como uma verdadeira poluição, tendo em conta que os níveis de pH estão abaixo dos 9 o que, considerando (o grande) volume de água, vai ainda diluir-se mais depois de alguns quilómetros». O ministro do Interior acrescentou mesmo que o desastre «não terá dimensão para causar danos biológicos ou ambientais.» (!)
Do outro lado dos acontecimentos, a Greenpeace recolheu amostras das lamas, perto do reservatório que rebentou, e enviou-as para dois laboratórios privados para análise.
A organização alertou hoje para os efeitos duradouros deste derrame, que «contém uma mistura altamente tóxica de metais pesados». «Devemos partir do princípio que quatro mil hectares de solos estejam agora inutilizados para a agricultura», disse Herwig Schuster, químico da Greenpeace. «Achamos estranho que as autoridades húngaras não tenham informado as vítimas para os perigos das substâncias contidas nas lamas», acrescentou.
Segundo a organização ambientalista, as autoridades húngaras omitiram os valores relativos ao crómio e arsénio. De acordo com as análises, os níveis de arsénio são 2 vezes superiores ao normal. O mercúrio também está em excesso, podendo ser absorvido pelos peixes.
«Esta poluição coloca um risco a longo prazo para os lençóis freáticos e para o ecossistema», alertou a Greenpeace. Toda a vida no rio Marcal, um afluente do rio Danúbio, morreu por causa do derrame e há relatos de peixes mortos nos rios Raba e Mosoni-Danúbio, outros dois afluentes.
Read more...
Quando é que paramos?
Na cidade de Ajka, uma barragem com lamas industriais de uma unidade de refinação de alumínio rebentou. Até agora, as lamas tóxicas já cobrem uma área entre os 800 e os mil hectares, tendo invadido o rio Daníbuo. O país decretou estado de emergência.
Como se não bastasse, surge hoje a notícia de que um navio-tanque com 6 mil toneladas de solventes químicos colidiu com um cargueiro, no Canal da Mancha. Existe uma forte possibilidade da carga do navio verter para o mar e converter este acidente em nova catástrofe.
Abril de 2010: imagem de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA) sobre o Golfo do México. A mancha de petróleo é bem visível, em baixo à direita.
7 de Outubro de 2010: lamas tóxicas invadem o Danúbio, 3 dias depois do colapso da barragem.
8 de Outubro de 2010: colisão entre navio-tanque e cargueiro, no Canal da Mancha.
Read more...quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Uma em cada cinco espécies de plantas no Planeta em ameaça de extinção
Procuramos as boas notícias, mas não é fácil.
A que foi divulgada ontem (29 de Setembro) é grave: um quinto das plantas do planeta encontra-se em ameaça de extinção, estando a maioria concentrada nas regiões tropicais.
Esta foi a conclusão de um estudo realizado por investigadores dos Kew Gardens (do Museu de História Natural de Londres) e da UICN (União Mundial de Conservação da Natureza), que observaram uma amostra de 7000 espécies dos principais grupos de plantas, representativas das 380 mil que são conhecidas actualmente.
“O estudo confirma aquilo que já suspeitávamos, ou seja, que as plantas estão ameaçadas e que a principal causa é a perda de habitat induzida pelo ser humano”, comentou Stephen Hopper, director dos Kew Gardens.
O relatório aponta algumas das principais causas:
- a conversão de habitats em solos agrícolas e para pastagens;
- as plantações de óleo de palma no Sudeste asiático (estando a causar um “efeito devastador nas florestas tropicais nativas”);
- a infestação do fungo Phytophthora cinnamomi na Austrália, que causa o apodrecimento das raízes e está a provocar o colapso de ecossistemas inteiros
- o desenvolvimento urbano.
Este estudo será revisto periodicamente, para “monitorizar o destino das plantas” e mostrar onde e que tipo de acção é necessária.
O relatório será levado à Cimeira da ONU dedicada à Biodiversidade, em meados de Outubro em Nagoya, Japão.
